Dados trimestrais (ITR)
O que a ITR realmente reporta
Cada arquivo trimestral da CVM (ITR) reporta itens de fluxo (DRE, DFC) em duas versões:
- Acumulado desde 1º de janeiro (ex.: no arquivo do 2º trimestre, a receita cobre 01/01 a 30/06)
- Trimestre isolado (ex.: no mesmo arquivo, 01/04 a 30/06)
Este banco guarda só o isolado — é o bloco comparável entre trimestres e recombinável (soma os 3 → acumulado de 9 meses; últimos 4 → TTM). Para o 1º trimestre as duas versões coincidem, então nada se perde.
Classificação: pela duração do período (fim menos início), não pelo mês — isolado tem 80 a 100 dias. Empresa com ano fiscal fora do calendário (fim em mês diferente de março/junho/setembro) é descartada nesta camada, não adivinhada.
O 4º trimestre não existe na ITR
A CVM não pede ITR do 4º trimestre — ele fica implícito no fechamento anual
(DFP), que é auditado. Quem quiser o Q4 isolado precisa subtrair: Q4 = Anual
(DFP) − (Q1 + Q2 + Q3 isolados). Este banco não pré-calcula isso no MVP; fica
disponível para quem consumir os dados brutos.
Balanço (BPA/BPP)
Não tem a ambiguidade acima — é foto de um instante (31/03, 30/06 ou 30/09), um valor só por trimestre, tratado igual ao anual.
TTM (últimos 12 meses)
O lucro TTM usado nos múltiplos trimestrais sai por identidade — sem precisar
do Q4 isolado e sem estimativa: TTM no Qk = anual(ano−1) − Q1..Qk(ano−1) +
Q1..Qk(ano). Faltou um pedaço, o TTM é nulo com flag. Ver
multiplos.md.
Limitações declaradas
- Indicadores operacionais (ROIC, ROE, margens) não são recalculados na granularidade trimestral neste MVP — exigiriam média de capital trimestral, decisão de design deliberadamente deixada para depois. O TTM implementado cobre o lucro (para P/L); receita TTM e demais itens seguem o mesmo caminho quando entrarem.
- A DFC da ITR vem só acumulada — não há D&A trimestral isolado e portanto
não há EBITDA trimestral (medição e consequências em
multiplos.md). - Mesma cobertura de empresas do banco anual (402, não-financeiras).