Dados B3 › O que não resolvemos
O que o Dados B3 não resolve: 401 companhias saíram da CVM desde 2010 e nenhuma está na base
Toda fonte de dados tem buracos. A diferença é quem os mede. Esta página existe porque uma comparação pública entre fontes da B3 afirmou que o Dados B3 “mantém histórico de empresas fechadas/deslistadas” — o contrário do que fazemos. O erro era favorável a nós, que é o pior tipo: quem nos escolhesse por causa disso montaria um backtest enviesado achando que estava limpo.
O tamanho do buraco
O universo sai do cadastro da CVM com um filtro: só entra quem está com situação ATIVO. São 456 companhias. Fora delas, o cadastro traz 2.135 registros não-ativos, e 401 são companhias Categoria A — as obrigadas a publicar demonstração completa — que cancelaram registro de 2010 para cá. A interseção entre os dois conjuntos é 0: nenhuma delas está na base.
Quem some, e por que isso importa
As que saem não são um sorteio. Sai quem foi comprada, quem fechou o capital e quem quebrou — e é a terceira que estraga o backtest, porque some justamente o retorno ruim. As seis mais recentes, do próprio cadastro:
| Companhia | Cancelamento |
|---|---|
| T4F Entretenimento Sa | 2026-09-01 |
| Neogrid Participacões S.A. | 2026-07-14 |
| Massa Falida De Tecnosolo Engenharia Sa | 2026-06-10 |
| Blue Tech Solutions Eqi S.A. | 2026-06-10 |
| Tekno S.A. Indústria E Comércio | 2026-05-14 |
| Pet Center Comércio E Participações S.A. | 2026-05-14 |
Cancelamentos por ano
| Ano | Companhias |
|---|---|
| 2026 | 15 |
| 2025 | 20 |
| 2024 | 20 |
| 2023 | 17 |
| 2022 | 22 |
| 2021 | 19 |
| 2020 | 11 |
| 2019 | 23 |
Por que não corrigimos
Corrigir exigiria a série histórica das companhias canceladas, que a CVM não publica de forma utilizável: o arquivo de cada ano traz quem estava obrigado a reportar naquele ano, e reconstruir a carteira elegível de cada data exigiria um trabalho que ainda não fizemos. Medir e publicar é o que dá para fazer com honestidade. Prometer o resto seria repetir o erro que esta página corrige.
Os outros limites, ditos de uma vez
O universo histórico não é reconstruído
A base tem as companhias ATIVAS hoje. Um backtest que rode 2015 usando esta base está escolhendo entre as empresas que chegaram até 2026 — informação que ninguém tinha em 2015. Isso infla retorno, e infla mais quanto mais longa a janela.
E agora com nome: a lista das que saíram
Este limite deixou de ser só um tamanho. A página <a href="/saiu-da-bolsa">as companhias que saíram da bolsa</a> mostra quais são, quantos anos de balanço cada uma entregou e — o que importa para quem pensava em reconstruir o universo — por que só uma fração delas dá para ligar de volta ao papel que negociava.
Saída da bolsa não é um evento que representamos
Não há data de saída, nem preço final, nem retorno até o fechamento. Uma companhia simplesmente deixa de aparecer. Quem precisa do retorno de uma posição até a deslistagem não encontra aqui.
Composição histórica de índice não existe aqui
Não sabemos quem estava no Ibovespa em 2013. Nosso índice setorial é construído por macro-setor da CVM sobre o universo atual, e serve para comparar setores entre si — não para reproduzir carteira de índice.
A série começa em 2010
É quando o padrão contábil brasileiro convergiu para o IFRS. Antes disso o plano de contas é outro, e emendar as duas eras produziria série contínua na aparência e incomparável no conteúdo.
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Fontes: CVM (dados abertos, ODbL) e B3 (COTAHIST). Não afiliado à B3 nem à CVM. Não é recomendação de investimento.
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